O que o novo documento da CNC revela sobre o turismo até 2030 — e como as soluções da Girus ajudam destinos a se preparar 

O Futuro Do Turismo Segundo A CNC - Soluções da Girus

O Futuro Do Turismo Segundo A CNC e as Soluções da Girus

Se tem uma coisa que quem trabalha com turismo sabe bem, é que o setor não vive só de praia bonita e pôr do sol. Por trás de cada visitante satisfeito existe uma cadeia enorme de decisões: infraestrutura, conectividade, segurança, tecnologia, qualificação profissional. E quando essas decisões são bem pensadas em nível nacional, o efeito prático aparece direto no dia a dia de quem gerencia o turismo lá na ponta — no seu município, no seu conselho, no seu destino. 

Foi exatamente isso que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) colocou no papel com o documento “Políticas Públicas de Turismo: Propostas e Recomendações”, lançado pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) dentro do programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro. É um material denso, construído a partir de oficinas em todos os estados brasileiros, com a participação de mais de 1.300 representantes do setor público e privado e cerca de 830 instituições. O resultado é uma espécie de mapa do que o turismo brasileiro precisa para os próximos anos. 

Neste texto, vamos entender o que o documento traz de mais importante e, principalmente, como essas diretrizes conversam diretamente com soluções que já existem e já estão em uso em Santa Catarina. 

Um retrato do turismo brasileiro em números 

Antes de falar de propostas, o documento faz questão de mostrar por que o turismo merece tanta atenção. E os números realmente impressionam. Em 2025, o setor movimentou cerca de R$ 218 bilhões só na alta temporada, e o Brasil bateu recorde histórico com 9,3 milhões de turistas estrangeiros — um salto de 37% em relação a 2024. A receita cambial gerada por esses visitantes chegou a US$ 7,9 bilhões, também um recorde. 

O turismo hoje representa 8,1% do PIB brasileiro, e o Índice de Atividades Turísticas do IBGE (IATUR) registrou o maior patamar da série histórica em 2025, com crescimento de 4,6% — o quinto ano seguido de expansão. Para se ter uma ideia da recuperação pós-pandemia, dezembro de 2025 fechou 13,8% acima do nível pré-Covid. 

E o impacto não é só econômico no sentido abstrato: o setor gerou quase 100 mil vagas de emprego em 2025, com projeção de mais 92 mil para 2026, e só na alta temporada devem ser abertos 87,6 mil empregos formais temporários — o maior volume desde a Copa do Mundo de 2014. Bares, restaurantes e transporte rodoviário lideram esse movimento, o que mostra como o turismo puxa consigo toda uma economia local, muito além dos hotéis e passeios. 

Esses dados deixam claro por que o setor mereceu um documento tão robusto de recomendações: ele já é, hoje, um dos maiores vetores de geração de renda, emprego e desenvolvimento regional do país. 

Os nove eixos que vão guiar o turismo até 2030 

As propostas do documento estão organizadas em nove eixos estruturantes, pensados com base nos princípios internacionais de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI): Acessibilidade, Criatividade, Governança, Inovação, Marketing, Mobilidade, Segurança, Sustentabilidade e Tecnologia. 

Alguns pontos merecem destaque especial porque aparecem repetidamente nas prioridades levantadas pelos próprios estados — inclusive Santa Catarina, na Região Sul: 

Acessibilidade foi o tema mais citado entre todas as 27 Unidades Federativas (51 menções somadas), com foco em eliminar barreiras físicas, sensoriais e de comunicação, e capacitar o trade turístico para atender pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. 

Criatividade aparece logo depois, com 49 menções, defendendo o protagonismo de comunidades e empreendedores locais na construção de experiências turísticas autênticas — exatamente o tipo de trabalho que valoriza a identidade cultural de cada destino, em vez de replicar fórmulas genéricas. 

Marketing soma 45 menções, com destaque para a necessidade de planos estruturados, baseados na identidade local e em narrativas coerentes, além do incentivo a segmentos como turismo de negócios e eventos para reduzir a sazonalidade. 

Governança é um dos eixos mais estratégicos do documento. Ele fala em modernizar e regularizar o ambiente do turismo com simplificação de normas, digitalização de serviços e qualificação da oferta, além de facilitar o acesso a linhas de crédito e incentivos fiscais para o setor. 

Tecnologia propõe implantar sistemas integrados de monitoramento da experiência do visitante e promover a transformação digital dos serviços turísticos, com plataformas interoperáveis e digitalização de reservas, autorizações e informações. 

E, especificamente para a Região Sul, o documento destaca a necessidade de modernizar o ambiente institucional e a governança, com estímulo à cooperação entre setor público, iniciativa privada e sociedade civil, além da atualização de normas e da transformação digital dos serviços turísticos — e também reforça a importância de valorizar o patrimônio cultural, natural e histórico da região para criar roteiros diferenciados, envolvendo comunidades e negócios locais. 

O desafio real por trás da palavra “governança” 

Um dos pontos mais interessantes do documento é como ele nomeia, com bastante clareza, um problema que qualquer gestor público de turismo conhece de perto: a dificuldade de manter a governança do setor funcionando de forma organizada e contínua. 

Isso ficou ainda mais evidente com a Portaria MTur nº 1/2026, que mudou as regras do jogo para os municípios brasileiros. Manter um Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) ativo deixou de ser apenas uma boa prática e passou a ser condição obrigatória para o município continuar no Mapa do Turismo Brasileiro — com documentação comprovada, reuniões registradas, plano de trabalho em andamento e critérios formais de compliance. 

Na prática, isso significa que secretários de turismo, presidentes de conselho e membros de Instâncias de Governança Regional (IGR) passaram a ter uma responsabilidade extra: provar, com documentos e prazos, que o turismo está sendo gerido como política pública séria — e não apenas como um conjunto de boas intenções. 

O problema é que, historicamente, a maioria dos conselhos ainda opera do jeito antigo: planilhas espalhadas, atas perdidas em e-mails, documentos sem controle de validade. E é justamente aqui que a conversa entre o documento da CNC e o trabalho da Girus fica mais interessante. 

TurisFlow: a resposta da Girus para o desafio da governança municipal 

Foi pensando exatamente nesse cenário que a Girus Soluções em Turismo desenvolveu o TurisFlow, uma plataforma web criada especialmente para COMTURs, SETURs e IGRs organizarem, de uma vez por todas, sua conformidade, documentação, reuniões e planejamento. 

A proposta é direta: centralizar em um único ambiente online tudo o que antes vivia disperso — compliance, documentos, reuniões, o plano municipal de turismo e o plano de trabalho do conselho — sem instalação de aplicativo, com acesso 100% pelo navegador. 

Na prática, o TurisFlow entrega: 

  • Dois perfis de usuário (COMTUR/SETUR e IGR), cada um com uma experiência dedicada à sua realidade; 
  • Monitoramento automático dos 8 critérios do Art. 13 da Portaria MTur nº 1/2026, com alertas antes que algo vença ou fique pendente; 
  • Acompanhamento dos 9 eixos do Plano Municipal de Turismo, com progresso individual, status e responsáveis por cada ação; 
  • Um repositório de documentos com data de validade, para que atas, atos de posse e comprovantes nunca mais se percam em pastas físicas ou drives pessoais; 
  • Para as IGRs, um painel regional consolidado, que mostra o status de compliance de todos os municípios da região de uma só vez — sem precisar cobrar informação por telefone ou e-mail, um por um. 

Ou seja: enquanto o documento da CNC recomenda, no eixo Governança, “modernizar e regularizar o ambiente do turismo com a simplificação de normas, a digitalização de serviços e a qualificação da oferta”, o TurisFlow já é essa recomendação transformada em ferramenta real, disponível para qualquer município que precise se organizar diante das novas exigências federais. 

É um exemplo bem concreto de como uma política pública nacional — que parece distante, cheia de portarias e artigos de lei — se traduz, na prática, em uma solução que cabe no navegador do secretário de turismo. 

Toordata e Visite Mais: os outros dois pilares que já respondem ao eixo Tecnologia 

O documento também é enfático sobre a importância da inteligência de dados para o turismo do futuro — algo que ele chama de essencial para os “referenciais de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI)”. E aqui entram duas outras soluções que a Girus já opera há mais tempo. 

A Toordata é a plataforma de inteligência turística da Girus. A partir de bases de dados públicas e privadas, ela consolida e processa, em um Data Warehouse próprio, diferentes informações e insights do mercado turístico — exatamente o tipo de estrutura que o eixo Tecnologia do documento recomenda quando fala em “estruturar observatórios e sistemas de inteligência turística, com coleta contínua de dados, padronização metodológica e aplicação na tomada de decisão”. A Toordata, inclusive, passou recentemente por uma nova fase de fortalecimento em Santa Catarina, ampliando sua capacidade de análise para os destinos que atende. 

Já o Visite Mais ataca outra ponta do mesmo eixo: a experiência do visitante e o monitoramento em tempo real. É um PWA (aplicativo web progressivo, sem necessidade de download) que conecta visitantes, atrativos e gestores públicos em um único ecossistema digital. De um lado, o turista acessa informações via QR Code, participa de rankings e avaliações; do outro, cada interação gera dados que alimentam um painel de Business Intelligence para o gestor — com mapa de calor dos atrativos mais visitados, análise de sentimento, taxa de retorno de visitantes e monitoramento da “saúde” de cada ponto turístico. Garopaba foi o primeiro destino catarinense a adotar a ferramenta, e o resultado já virou case de sucesso no site da Girus. 

Esses dois produtos, juntos, respondem quase que ponto a ponto à recomendação do documento de “implantar sistemas integrados de monitoramento da oferta turística e da experiência do visitante, utilizando dados de avaliações, ouvidorias e formulários para transformar as percepções em indicadores que orientem decisões mais ágeis na gestão do destino”. 

E as soluções financeiras? Um espaço em construção 

O documento da CNC também trata, dentro do eixo Governança, da importância de facilitar o acesso ao crédito e aos incentivos fiscais para o trade turístico — reconhecendo que boa parte dos negócios do setor são pequenos empreendimentos que precisam de apoio para se profissionalizar financeiramente. É justamente nessa direção que caminha o Prezio, iniciativa da Girus voltada à gestão financeira de empreendedores do turismo — pensada para dar mais clareza e controle sobre fluxo de caixa, custos e resultados a quem, no dia a dia, está muito mais preocupado em atender bem o visitante do que em fechar uma planilha. 

É um sinal de que a Girus não está construindo soluções isoladas, mas um ecossistema: enquanto o TurisFlow cuida da governança pública, a Toordata e o Visite Mais cuidam de dados e experiência, o Prezio caminha para fortalecer a saúde financeira de quem move a economia do turismo na ponta — o pequeno empreendedor. 

Por que isso importa para quem trabalha com turismo municipal 

Documentos como este da CNC costumam parecer distantes da realidade de quem trabalha em uma secretaria municipal de turismo ou em um conselho voluntário. Mas o exercício que vale a pena fazer é o contrário: ler as recomendações e perguntar “o que eu já tenho disponível, hoje, para colocar isso em prática?”. 

E a resposta, para boa parte dos municípios catarinenses e da Grande Florianópolis, já existe. O TurisFlow resolve a dor mais urgente do momento — a conformidade com a Portaria MTur nº 1/2026. A Toordata e o Visite Mais respondem à exigência crescente de decisões baseadas em dados, e não em achismo. E cada uma dessas ferramentas nasceu observando, de perto, os desafios reais de destinos como Governador Celso RamosSanto Amaro da ImperatrizGaropaba e tantos outros que fazem parte da rede de municípios que a Girus atende e já atendeu. 

O turismo brasileiro está, sem dúvida, vivendo seu melhor momento em mais de uma década. Mas sustentar esse crescimento exige exatamente o que o documento da CNC propõe: governança organizada, dados confiáveis e ferramentas que transformem boas intenções em processos que realmente funcionam, mês após mês. E é aí que soluções como as da Girus fazem a diferença — não como promessas distantes de política pública, mas como ferramentas que já estão, hoje, dentro da realidade de quem faz o turismo acontecer. 

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